Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

O síndroma do banco triplo

Com o tempo que passo dentro dos transportes públicos, nomeadamente no metro, dei por mim a pensar que existe um fenómeno relacionado com os lugares dos passageiros... Isto porque agora naqueles metros que mais parecem acordeões, com o harmónico a separar as carruagens, há uns bancos laterais nos quais, supostamente, se sentam três pessoas. E hoje deu-me para começar a pensar que existe um sintoma do banco triplo... Pois bem...

 

Para começar a viagem é feita como os caranguejos, de lado... Por mim não há qualquer tipo de  problema que eu não enjoo, nem mesmo na estrada mais aos sss... Tanto se me dá...

 

Depois, o verdadeiro dilema começa com a ocupação dos ditos Bancos Triplos. Estando o banco vazio, levanta-se a questão: pontas ou centro? É melhor sentar-me deste lado ou mesmo  no meio? Não é raro verificar que a maioria opta pelas pontas. A meu ver por dois motivos:

 

1.º-  Se chegar mais alguém pode sentar-se no outro extremo sem perturbar. Estando a outra pessoa afastada, temos a nossa "bolha" salvaguardada de intrusões e incómodos.

 

2.º- Temos além do encosto um apoio lateral. A viagem torna-se mais confortável e há mesmo quem se permita adormecer, mesmo que só entre poucas estações.

 

Mas há sempre quem se sente no meio, de pernas afastadas e ar de poucos amigos... Como se estivesse a ocupar o mui aguardado trono... Diria quase numa atitude egoísta... Não pretendo parecer sexista, mas na maior parte dos casos são elementos do sexo masculino que optam por este lugar.

 

Adiante... A verdadeira crise surge na hora de ponta em que os lugares sentados estão todos sempre ocupados... E com a crise vem a minha dúvida... Desde quando é que aqueles bancos são para três pessoas? Tudo bem, cabem lá as três, mas... Vão mais espremidos do que em pé... Vai o cotovelo do vizinho encostado ao ombro do do lado, num encaixe incómodo mas mais unido que peças de Lego. Por mim aqueles bancos não têm utilidade em horas sem movimento... E mais nada.

 

 

Foi... Com olhos de ver às 16:14
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6 coisas ditas:
De Princezinha a 9 de Fevereiro de 2009 às 21:06
Eheheheh, nunca tinha pensado na coisa dessa perspectiva, mas bem vistas as coisas é que é mesmo assim!!!! Bjinhos da Princezinha. Peço desculpa a intromissão!
De blogando-me1 a 12 de Fevereiro de 2009 às 13:56
Pois é amiga, é o mal das grandes cidades, transportes públicos para tudo. Aqui na minha cidade ando a pé para todo o lado e que bem me faz.

Bjs fofos
De O Gato a 13 de Fevereiro de 2009 às 09:03
Desde já bom dia.
Gostei mesmo muito do teu texto não só pela simplicidade como da tese que descreves. Nunca tinha desertado sobre isso e chego à conclusão que não sou só eu a desertar por coisas que ninguém pensa.
Gostei e em relação aos bancos gosto ir nas pontas discretamente sem incomodar ninguém. Na hora de ponta recuso-me a sentar nesses bancos há sempre quem abuse e eu detesto abusos
beijinhos
De blogando-me1 a 13 de Fevereiro de 2009 às 22:11
De Chapéus há Muitos a 18 de Fevereiro de 2009 às 19:31
Há sempre (pode haver sempre ... e há) maneiras diversas de ver o ponto, acrescendo subjectividade à relatividade. Simmel disse: 'É por vivermos aos pares que estamos sós' , daí que o banco triplo não encaixe ... que, ainda por cima é o 'dos palermas', porque alguém concebeu como certo olhar o outro de frente. 'Temos pena!...'
De blogando-me1 a 20 de Fevereiro de 2009 às 16:45

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